Inception é um filme sobre vendas

Postado por Marcus Sá no dia 13 de dezembro

Como vocês já devem estar sabendo, a Woompa está em fase de prospecção com o Pixel Quadrado, e nesses tempos difíceis de procura por clientes começamos a refletir sobre os métodos que aprendemos, adaptamos e finalmente usamos. Em uma dessas reflexões eu cheguei as seguintes conclusões:

Inception é um filme sobre vendas, fato! Inception é um filme em que um grupo de pessoas faz a inserção de ideias na mente de outra pessoa. Eles o fazem de forma engenhosa, mas podemos fazer de uma forma bem mais simples, os terráqueos costumam chamá-la de marketing. Porém o mais importante não é fazer o marketing de um produto em si, mas sim de uma ideia! É mais fácil vender o conceito de se locomover com facilidade e conforto do que vender o produto “carro”(mesmo que nos dias de hoje não haja mais como se locomover com tanta facilidade assim). Outro exemplo é o comercial dos pôneis malditos, a propaganda acaba expondo mais os pôneis que a marca, porém eles conseguiram inserir a ideia, o público alvo deles são geralmente homens, que precisam de picapes para serviços fortes, conseguiram diferenciar o produto deles dos demais, segmentaram e atingiram o mercado que queriam atingir, mostrando que se compra picapes pela potência e força, e não por detalhes que nos levam a adquirir um carro esportivo, por exemplo. A inserção ocorreu com sucesso!

O próprio Google tem feito isso! É só dar uma conferida nos últimos comercias que eles tem vinculado na TV brasileira, como o Google +: Uma história de intercambio, onde é vendida uma experiência que é obtida com um produto, aqui é que está a grande revelação! O produto não é oferecido, o que eles querem que você deseje de fato é a experiência, mas para ter aquela experiência você precisa da ferramenta, do produto, é ai que eles entram, criando a necessidade, fornecendo a ferramenta…

E como podemos trazer isso pro nosso lado, a TI? O método é muito simples porém, o que vemos é justamente o contrário. Basta usar a empatia, isso mesmo, tudo o que é preciso fazer é se colocar no lugar das pessoas as quais se quer vender. Quer um exemplo do por que vemos o contrário? Decidimos prospectar por telefone, sendo que odiamos quando nos ligam para vender algo, sequer damos ouvidos, vamos negando logo de cara. Pois é, agimos assim muitas vezes, queremos que nossos clientes façam aquilo que nem nós gostamos de fazer. Então comece a pensar como seu cliente, essa é uma dica valiosa!

Em geral, as pessoas não gostam que vendam nada para elas, mas adoram comprar, então entenda um pouco mais como funciona a cabeça do seu cliente, desperte o interesse dele, sem ele perceber que você está vendendo. Com certeza você vai encontrar jeitos mais fáceis de fazer isso que entrando nos sonhos dela! E se já descobriu, compartilhe conosco aqui nos comentários!

 

comentários 5

  • http://about.me/marcelojunior Marcelo Júnior

    Vocês já tentaram entrar em contato com algum tipo de núcleo de construtoras, e fazer uma palestra sobre o produto?

    Também estamos criando um serviço, voltado para salões de beleza, e estamos pensando em fazer isso. Será uma boa ideia?

  • http://twitter.com/sa_vini Marcus Sá

    Oi Marcelo, tudo certo?
    Cara, a resposta é sim! Nós procuramos sindicatos e outros “agregadores”, é uma boa ideia sim, mas você tem que pensar no que vai oferecer a esses agregadores, no caso do nosso Pixel Quadrado, é difícil oferecer uma comissão, sendo que temos mensalidade de 89 reais, como motivar alguém com uma comissão de 8,90 por exemplo? Hehehe

    Ai começamos a procurar outras formas, outras alternativas, mas um coisa a se pensar é isso, o que você vai oferecer para que as pessoas indiquem ou até vendam teu produto, pelo menos no inicio, quando é mais difícil que isso acontece espontaneamente.

  • Bruno Arueira

    E porque não fazer algo um pouco diferente.

    Fazer uma busca na região onde moram por placas de venda e aluguel de imóveis, a partir dessa etapa tentar filtrar quais não possuem presença na web e oferecer atribuindo que terão mais visibilidade devido a qualidade do produto por um preço acessível!

    Acredito que poderá haver pelo menos alguns interessados.

  • http://twitter.com/sa_vini Marcus Sá

    Nós já fazemos mais ou menos isso…

    Temos aqui uma lista de empresas no ramo em que atuamos, ordenadas pela probabilidade de fechar conosco, ou seja, separando pelas que tem um site que supre a necessidade, outras que não tem e assim em diante…

    Nessa primeira etapa de prospecção estamos entrando em contato com os clientes com menor probabilidade de fechamento, cada negócio fechado é uma vitória, e cada não fechado é um aprendizado, e quando entrarmos em contato com os verdadeiros clientes em potencial, teremos uma experiencia melhor!

    Valeu pelo comentário!

  • http://www.facebook.com/charlesdcs Charles Costa Schaefer

    Ás vezes fico pensando nisso também. Sempre vi e recebi a idéia de venda de um produto como venda de uma experiência. A venda subjetiva.
    Porém, apesar de concordar 100% que isso seja válido para o mercado B2C, acho que isso não se aplica tanto ao mercado B2B. Quando é B2B, o cara não quer uma experiência subjetiva. Ele quer algo exato: aumentar seus lucros, diminuir seus custos, melhorar sua eficiência (e no final, aumentar lucros e/ou diminuir custos). Enfim, trata-se de algo tangível e quantificável.

    No caso do iCapro (plataforma para treinamentos online), estamos analisando um público-alvo novo. Trabalhávamos pensando que empresas de RH era o público mais fácil de trabalhar. Mas achamos dificuldades em conseguir um “mote” para a venda nesse público. Nas nossas tentativas mais abertas descobrimos que, talvez, seria mais fácil atingir as empresas de software.

    Sabemos que a ferramenta serve para qualquer pessoa que queira treinar alguém, mas vimos no mercado de empresas de Software uma dor mais forte: o alto número de chamados no suporte por falta de treinamentos dos usuários. 

    Então vamos agora tentar quantificar quanto o investimento em treinamento dos usuários através de uma plataforma online reduziria em chamados no suporte e quanto isso ajuda a melhorar os custos e, por fim, aumentar os lucros da empresa. Do meu ponto de vista, isso seria mais eficiente do que o que estávamos fazendo até agora, de focar a nossa venda num atributo subjetivo: fácil de usar.

    Enfim, venho acompanhando alguns posts do Woompa e peguei alguns insights de alguns deles. Depois volto aqui para postar os resultados desses insights também ;-)